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Organizadores ignoram decisão da Justiça e baile funk é realizado em Guarujá

Apesar da Justiça ter proibido a realização de bailes funk, conhecidos como ‘pistões’, em vias públicas de Guarujá, organizadores ignoraram a decisão e realizaram mais uma edição do evento no bairro Sítio Pae Cará, na Prainha, neste final de semana. O baile, de acordo com um morador do bairro, ocorreu entre a noite de sábado (16) e a madrugada de domingo (17). Mais uma vez, além do desrespeito à vizinhança no entorno, a festa foi marcada pelo uso indiscriminado de drogas e de bebidas alcoólicas entre menores de idade.

Um morador do bairro contou à Reportagem, sob anonimato, para evitar retaliações, que diversas ligações foram feitas à Polícia Militar, para denunciar o evento. No entanto, nenhuma viatura da corporação se dirigiu ao local durante a noite e madrugada.

O problema recorrente, segundo o morador, teria motivado alguns moradores a deixar imóveis alugados no bairro. “Só na minha rua existem dez casas, umas cinco estão à venda ou para alugar. Ninguém quer morar aqui por conta disso. A gente não aguenta mais isso. É festa atrás de festa”, reclama.

No último sábado, de acordo com o morador, uma força-tarefa teria sido informada pela população de que o evento aconteceria, mesmo após a decisão da Justiça. “Quando vi um caminhão por volta de meia-noite pensei: vai começar o inverno de novo. No dia seguinte, liguei para fazer a denúncia e informei que estavam com um caminhão na minha rua. Eles estavam montando um palco quando saí para trabalhar”, conta o morador, que horas depois viu toda a estrutura ser desarmada por uma equipe da Polícia Militar.

“A polícia veio e mandou desmontar tudo, só que à tarde ficaram provocando, soltando fogos em frente às nossas casas. Quando foi no final da tarde, fiquei sabendo que iriam fazer o show do mesmo jeito”.

Cansado de conviver com as festas, que se estendem por toda a madrugada até amanhecer, o morador voltou a acionar a força-tarefa, por volta das 22 horas, quando percebeu que um palco estava sendo montado novamente no local.

“Um palco de madeira foi montado no fundo da rua. Colocaram um monte de caixa de som e, mesmo com a decisão, rolou a festa. Por volta de meia-noite, liguei novamente e expliquei que a festa estava acontecendo. Disseram que já haviam várias ligações da mesma localidade, mas que não iam poder atender o pedido porque não tinha policial para acompanhar e, como era uma área de risco, não iriam ao local”.

De mãos atadas, o morador resolveu acionar diretamente a Polícia Militar. E a sensação, novamente, foi de impotência. “Falaram que mandariam uma viatura, mas não mandaram. Ligamos (ele e vizinhos) a noite toda. Eu não dormia, cochilava e acordava toda hora porque começaram a falar no microfone, começou a zoeira, os tiros, as bombas. A festa só acabou às 6h30. Aqui rola tudo normalmente porque não se tem lei A gente paga imposto e não tem direito a nada. Não temos mais a quem recorrer”, lamentou.

Um outro morador do bairro, ouvido por A Tribuna, afirma que há pelo menos seis meses as festas têm sido recorrentes no bairro. Segundo ele, há rumores de que os bailes comecem a ocorrer a cada duas semanas.

No último sábado, ele, que preferiu manter sua identidade em sigilo, também chegou a acionar a Polícia Militar, para denunciar mais uma edição do evento. Porém, a corporação se limitou a informar que mandaria viatura ao local e nada foi feito.


“O barulho é absurdo. Fecham os dois lados da rua e aqui enche de carro. Não passa ninguém. São carros em cima da calçada. Se um morador passar mal durante a noite ou madrugada, não consegue nem ser socorrido”, relata. 

Fiscalização

No último dia 13, A Tribuna noticiou que os bailes funks estavam proibidos na Cidade. A medida atendia a um pedido de tutela de urgência do Ministério Público Estadual (MPE) para que a Administração Municipal fiscalizasse e impedisse as festas, uma vez que não seriam autorizadas e geram uma série de transtornos à população.

No texto, o juiz Cândido Alexandre Munhóz Pérez, da Vara da Fazenda Pública,  destacou que os ‘pistões’ causam “severa poluição sonora, por várias horas seguidas, e delitos penais de variadas espécies, tudo em prejuízo da população guarujaense”.

Ainda de acordo com o documento, as comunidades vizinhas das festas convivem com interdições indevidas das ruas e com o consumo de drogas e porte de armas pelos participantes.

A Tribuna apurou que esses bailes a céu aberto, que reúnem milhares de participantes, são usados por criminosos para potencializar a venda de maconha e cocaína, além de arrecadar dinheiro para presidiários. Conforme noticiado pela Reportagem, um único baile funk pode render R$ 20 mil ao tráfico com a venda de drogas.

Procurada, a Secretaria de Defesa e Convivência Social de Guarujá informou que a Prefeitura foi notificada da decisão, no último dia 13, e ainda analisa todos os aspectos processuais para verificar a possibilidade, ou não, de interpor recurso em face desta decisão.

Em nota, informa que a Guarda Civil Municipal (GCM), por meio de uma força-tarefa, não possui armamento. Por isso, só pode atuar em apoio à Polícia Militar. “No caso referido deste final de semana, a PM esteve voltada aos casos de violência contra policiais, que ocorreram na Baixada Santista”.

Até a publicação dessa matéria, a Polícia Militar não respondeu os questionamentos da reportagem. 

Fonte: A Tribuna

1 mês atrás   Tags : funkbaile funkguaruja

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